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Histórias de vida e memórias de família

Digitalizar fotos sem reflexos: o papel fica nítido no telemóvel

Digitalizar fotos antigas sem reflexos: luz de lado, flash desligado na foto solta, quatro pontos na aplicação, depois a imagem na história.

Uma mão levanta a tampa de um scanner de mesa sobre uma fotografia de família na mesa da cozinha

A mancha branca no papel brilhante do casamento da avó, 1978, não é pó. É o candeeiro do tecto metido no papel. Se queres digitalizar fotos antigas sem reflexos, a luz na mesa vem primeiro. A aplicação vem a seguir.

Aplicação ou foto solta

Dois caminhos levam o papel ao telemóvel. Os dois podem ficar nítidos. Os dois ficam leitosos se o candeeiro estiver mesmo na câmara.

O primeiro é uma aplicação de scan como o PhotoScan do Google Fotos, ainda listado na PhotoScan na App Store. Não tira uma foto de uma foto. Leva-te por quatro pontos e monta um scan com deteção de margens e correção de perspetiva. O segundo é uma foto solta: seguras o telemóvel e moves o candeeiro até o brilho sair da imagem.

Como escolher à mesa:

  • A aplicação, quando queres acabar uma caixa inteira numa tarde.
  • A câmara sem aplicação, se quiseres tu decidir quão fino fica o papel, para uma cópia mais tarde.
  • O scanner de mesa, quando uma peça deve ficar tão regular quanto o vidro permite.
  • Não dispares o flash de frente para o papel brilhante. É assim que nasce uma mancha branca no meio da cópia.

Para a maior parte dos álbuns, a aplicação chega. A cópia de 1978 que mais tarde vai para a parede pode esperar pelo scanner.

Passo a passo na mesa da cozinha

Prepara primeiro a luz e o papel. Se disparares já, a mancha branca fica depois na imagem.

  1. Deita o papel. A direito, sem onda. Pó com um pincel macio, não com a manga.
  2. Põe a luz. Junto a uma janela, não ao sol. A luz do dia suave é o primeiro que mantém o brilho fora do papel.
  3. Trata do flash. Numa foto à mão, fica desligado. A ajuda do PhotoScan diz o contrário nos quatro pontos: o flash pode ficar ligado, porque a aplicação reconstrói a imagem a partir de várias tomadas. São duas maneiras de trabalhar, não uma briga.
  4. Segura o telemóvel a direito. O mais vertical possível sobre o papel. Uma pequena pilha de livros ajuda se a mão tremer.
  5. Passa os quatro pontos. Na aplicação, leva o círculo sobre cada marca. O PhotoScan junta essas tomadas para tirar os reflexos.
  6. Olha uma vez. Margem, cantos, cor. Se no centro ainda houver um círculo claro, não retoques. Muda a luz ou o ângulo e volta a tirar o mesmo papel.

Faz três testes antes da caixa: um preto e branco fosco, um brilhante, um ainda na capa. Se o brilhante ainda mostrar o candeeiro, a luz está errada, não a aplicação.

O que podes fazer antes

Gestos pequenos antes do disparo poupam-te uma segunda ronda.

Alisa uma onda deixando o papel um dia debaixo de um livro pesado. Tira capas, plástico e vidro se o papel aguentar. Se a foto estiver colada no álbum, não rasgues: um pouco de brilho a mais vale mais do que um original rasgado.

Uma folha fosca e lisa chega de fundo. Alcatifa e toalha com padrão atrapalham a aplicação, que não encontra a margem. A ajuda da Google diz o mesmo: superfície plana de uma cor que se separe da margem, não o tapete.

Tira o pó do papel. Limpa a lente. As duas coisas parecem depois um véu, e culpa-se a aplicação.

Quando o brilho fica

Há papéis tão brilhantes que a janela não chega. Move o candeeiro para o lado, ou inclina um pouco o papel, e o reflexo sai do enquadramento em vez de se sentar na cara da avó.

Uma folha clara à frente do candeeiro amacia a luz. Um candeeiro de tecto mesmo acima da mesa faz o contrário. Se passas uma caixa inteira numa tarde, um candeeiro fixo de lado vale mais do que o sol que se mexe de dez em dez minutos: o sol volta, e a mancha também.

A luz de lado chega quase sempre. Se não, inclina um pouco o papel, ou usa o scanner de mesa.

Se o telemóvel tiver uma película na lente, verifica-a antes de começares a caixa toda. Uma película barata pode deixar um véu, e vê-se primeiro a vinte centímetros.

Um dedo verifica a película de proteção sobre a lente de um telemóvel

Limpa a lente com um pano de microfibra seco. Tira o mesmo papel uma vez com a película e outra sem ela. Se só ficar mole a tomada com película, não é a luz.

Scanner, aplicação ou câmara

Com uma caixa inteira conta o tempo que tens e o quão regular uma peça precisa de ficar.

Um scanner de mesa dá a superfície mais calma e a luz mais regular. É lento. Para a cópia de casamento que mais tarde vai grande, costuma ser a melhor escolha.

Uma aplicação de scan no telemóvel é rápida e chega para a maior parte dos álbuns do dia a dia. Tira reflexos ao juntar várias tomadas, não porque ame o papel por magia.

Uma foto solta deixa-te decidir quão fino fica o papel e o que fica no recorte. Então tens de olhar para a luz e para a mão que treme.

Um laboratório vale para originais muito estragados, formatos muito grandes, ou papel que já não se deita. Para o resto: luz e ângulo primeiro, depois a aplicação, depois o scanner para as poucas peças que precisam do extra.

Como encontrar depois os ficheiros em pastas está no guia para organizar fotografias de família. Como guardar três cópias que de verdade se possam restaurar está no backup 3-2-1. Aqui vai o momento antes da pasta: o papel tem de ficar nítido primeiro.

O scan vai com a história

Um scan limpo numa pasta sem nome é, um ano depois, outra vez só um ficheiro. A história não está na nitidez. Está na voz que diz quem está na imagem.

FamilyStories não digitaliza. A aplicação não faz um livro impresso. O que pode fazer é pôr a imagem pronta na pergunta a que pertence, ao lado do texto e da voz original. Em cada resposta cabem até três imagens. Textos, gravações e fotos ficam cifrados de ponta a ponta. FamilyStories não os pode ler nem ouvir. O texto ao lado da voz é um mapa para voltar a um sítio, não a gravação. Um plano pago pode exportar a coleção em Word ou PDF, não como livro impresso.

A aplicação corre em iPhone e iPad. O link de convidado é uma chave: quem o tem pode ler e editar as perguntas abertas. Até dez pessoas podem reunir as memórias partilhadas num círculo privado. Cada um pode trazer: um nome, uma foto, uma voz. O círculo é para reunir, não para ajudar.

Como foto, carta e voz original ficam juntas está em organizar memórias de família. Como a voz em si fica está em entrevistar os pais.

Sem FamilyStories, este guia continua a ser uma lição de cozinha sobre luz e ângulo. O que ainda faltaria é o sítio onde a imagem nítida não é um ficheiro órfão, mas está na mesma pergunta que a voz.

Perguntas frequentes

Guarda as histórias que tornam a tua família única

FamilyStories transforma perguntas pensadas com cuidado num espaço privado para as vozes, fotografias e memórias da tua família.

  • Encriptação de ponta a ponta
  • Perguntas personalizadas que podes alterar a qualquer momento
  • Respostas por texto ou voz com transcrição automática
  • Carrega fotografias sem limites
  • Uma árvore genealógica que liga pessoas e histórias
  • Lembretes semanais ou mensais
  • Respostas na app ou em segurança no navegador através de uma ligação
  • Preservação da voz original de cada familiar
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