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Histórias de vida e memórias de família

Entrevistar os avós: assim a conversa resulta

Entrevistar os avós: envia uma a três perguntas antes, reserva trinta a sessenta minutos, põe um objeto na mesa. A voz original vem primeiro.

Uma mulher adulta e a avó estão sentadas à mesa da cozinha e falam uma com a outra

Não precisas de uma lista com sessenta perguntas. Envia à avó ou ao avô uma a três perguntas uns dias antes. Reserva trinta a sessenta minutos. Põe uma fotografia ou uma chávena na mesa. Grava a voz. Para começar, chega.

O que as boas perguntas fazem

Quem procura como entrevistar os avós encontra sobretudo listas longas. Dezenas de perguntas. Por vezes mais de cem. Algumas páginas acrescentam: pergunta enquanto ainda podes.

Uma lista longa parece a escola. A avó senta-se e espera pelo número seguinte. Isso não é uma visita. Esta página não é mais uma lista: é como a conversa à mesa da cozinha resulta.

As boas perguntas são pequenas e abertas. Mostram uma imagem: a casa, o primeiro dia de escola, a canção da juventude. A FamilySearch agrupa precisamente este tipo de perguntas abertas, por temas. As perguntas de sim ou não fecham a porta. «Eras feliz em criança?» traz muitas vezes uma só palavra. «Como era a casa em que cresceste?» traz o lance de escadas, o cheiro, o vizinho.

Se mais tarde precisares de mais perguntas do que as que cabem numa hora, usa as perguntas aos pais sobre a vida como inspiração. A mesma abertura vale para os avós. Encontras quantas perguntas pede uma história de vida inteira nas perguntas biográficas.

Três grupos pequenos chegam

Leva três grupos. Não mais para a primeira tarde.

Infância e dias normais

  • Como era a casa em que cresceste?
  • Quem eram os teus melhores amigos, e o que faziam juntos?
  • Como era uma tarde qualquer em vossa casa?
  • Qual era a tua comida preferida em criança?

Família, sítios, trabalho

  • Como se chamavam os teus pais, nome completo, e onde nasceram?
  • Mudaram de casa, e porquê?
  • Que trabalho fizeste, e como foi o primeiro dia?
  • Que acontecimento marcou mais a família?

Laços, e o que deve ficar

  • Como é que se conheceram?
  • O que gostarias de deixar aos teus netos?
  • Há uma história que se contava sempre em casa?
  • Há uma canção ou um cheiro que te leva logo a esse tempo?

Dez a doze perguntas chegam para uma sessão. Uma lista alemã para netos chega já às dez. O ritmo está certo. Não precisamos da frase que aperta, como se fosse preciso perguntar tudo antes que seja tarde. Se uma história enche a tarde, risca o resto. Uma segunda visita vale mais do que uma hora cansada.

Para frases prontas a começar e a parar, as perguntas para fazer aos avós são o guião de trinta a quarenta e cinco minutos. Aqui trata-se da avó e do avô à mesa da cozinha, e de a conversa resultar. Não de uma entrevista formal.

Assim começa a conversa

Envia as primeiras perguntas uns dias antes. Por exemplo: «Gostava muito de saber como era a tua casa de infância e quem eram os teus amigos. Tens vontade de me contar isso na próxima visita?» Quem tem tempo para pensar conta depois imagens, não palavras soltas.

Não te sentes em frente como num exame. Senta-te ao lado, ou um pouco de viés. Pergunta primeiro: «Não te importas que eu grave, para podermos ouvir outra vez mais tarde?» Se a resposta for não, toma notas. A voz é mais bonita. A pressão não combina com isto.

Põe o telemóvel à vista na mesa e deixa-o. Um olhar para o ecrã de trinta em trinta segundos diz: o aparelho conta mais do que a história.

As coisas pequenas abrem muitas vezes mais do que a grande pergunta sobre a vida inteira.

Uma chávena antiga e uma fotografia de família emoldurada sobre a mesa da cozinha

Imagina na mesa a chávena laranja de que o avô bebe há anos. Não perguntes: «Conta-me a tua vida.» Pergunta: «De onde vem esta chávena?» Ou aponta para a fotografia na parede: «Quem é esta pessoa, e de quando é isto?»

Um cheiro, uma canção, uma receita fazem o mesmo. Aí parece uma visita, não uma marcação.

Quando fica silêncio

As memórias podem trazer lágrimas, mesmo num assunto engraçado. Pára um momento. Pergunta: «Fazemos uma pausa?» Há quem queira continuar a falar. Há quem precise mesmo de ar. As duas coisas estão bem.

Anuncia um tema difícil, em vez de o meteres no meio de uma frase. «Gostava também de falar de anos mais duros, mas só se tu quiseres.» Se a resposta for não, segue em frente. Não estás num exame, e a avó também não.

As perguntas servem de fio para perguntar mais, não de guião rígido que tens de acabar. Se o jardim aparecer, pergunta pelo jardim. Não pelo número seguinte no papel.

Interrompe pouco. Deixa o silêncio acontecer. No fim, não conta quantas perguntas fizeste. Conta se a pessoa à tua frente se sentiu ouvida.

A voz fica, o texto é só o mapa

Grava com o telemóvel, numa sala calma. Uma televisão ligada ou uma cozinha que ecoa deixa a gravação barulhenta. Um teste de dez segundos com auscultadores mostra se se percebe a avó. Um microfone extra pode ajudar. Não é obrigatório.

O ficheiro original é a memória. Uma transcrição ajuda-te mais tarde a encontrar uma passagem. Não substitui a voz. Como ficares com essa gravação está em entrevistar os pais. A mesma regra vale para os avós.

No FamilyStories a gravação fica nos aparelhos da família. A voz passa a texto ali, não num serviço de fora. O FamilyStories não pode ler as histórias nem ouvi-las. Como isso se encaixa está na encriptação de ponta a ponta.

Uma ligação de convidado privada é outra coisa. A pessoa convidada pode responder no navegador, sem aplicação e sem conta. A ligação completa é uma chave: quem a tem pode ler e alterar as perguntas que abriste para responder. Serve para responder. Não é um endereço público para guardar e passar, e não é o arquivo para imprimir ou partilhar.

O FamilyStories existe para iPhone e iPad. Qualquer telemóvel chega para gravar. As perguntas guiadas e a coleção privada estão na aplicação.

O que o FamilyStories muda nesta conversa

Uma lista num papel e cinco notas de voz no telemóvel desfazem-se depressa. Mais tarde já não sabes que pergunta pertence a que ficheiro.

O FamilyStories guarda a pergunta, a voz, o texto e a fotografia num mesmo sítio privado. As perguntas adaptam-se à pessoa. A avó pode responder no teu telemóvel, na aplicação; na aplicação dela depois de um convite; ou pela ligação de convidado no navegador. Até dez pessoas podem ajudar num círculo privado. Com um plano pago podes tirar as histórias em Word ou PDF. Também podes descarregar as vozes originais.

Isso não substitui a mesa da cozinha. Só impede que a história da chávena desapareça entre as notas.

Perguntas frequentes

Guarda as histórias da tua família, com as suas próprias vozes

FamilyStories é a aplicação para iPhone e iPad onde a tua família reúne histórias de vida, com perguntas pessoais, vozes reais e fotografias, em privado e, no fim, num livro impresso.

  • Perguntas pessoais por fases da vida
  • A voz passa a texto automaticamente
  • A voz original fica sempre guardada
  • Fotografias junto à história certa
  • Um círculo familiar até 10 pessoas
  • Responder sem a aplicação, por link
  • Lembretes semanais para continuar
  • Música e sons da natureza ao contar
  • Uma árvore genealógica da família
  • Guardar em PDF ou ficheiro Word
  • Livro impresso, enviado para todo o mundo
  • Privado e encriptado de ponta a ponta
  1. Descarrega a aplicação

    Instala FamilyStories a partir da App Store no teu iPhone ou iPad.

  2. Escolhe as perguntas

    Conta um pouco sobre a pessoa e a aplicação junta as perguntas certas.

  3. Convida a família

    Envia um link à tua família. Responde na aplicação ou no navegador.

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Fontes

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